A Verifact® chegou ao quinto aniversário numa encruzilhada típica das startups que chegam longe: o produto tinha encontrado seu mercado. Os números cresciam. Os investidores acreditavam. O exit do Cubo Itaú estava no horizonte. A empresa estava, sem dúvida, na fase de escala.
Mas, a marca ainda comunicava fase um. Posts no Instagram e anúncios no Google ADs sem mensagem estratégica coordenada. Sem landing pages. Sem promoções. Sem identidade visual estruturada. Sem posicionamento claro. Sem sistema de design. Cinco anos de tecnologia de ponta — a única plataforma de provas digitais aceita em todas as instâncias do judiciário brasileiro — embalados em comunicação de startup em fase de validação.
O gap não era estético. Era estratégico.

Quando o diagnóstico aponta para maturidade, a tipografia não é detalhe — é declaração.
Escolhi a “Helvetica". A mesma fonte que a Toyota usa. Que a 3M usa. Que a BMW, a Panasonic, a Post-it e a The North Face usam. Não por acidente — porque Helvetica é a fonte das empresas que já provaram o que precisavam provar. Não é a fonte das startups em busca de validação. É a fonte das empresas consolidadas, das marcas que chegaram lá.
A Verifact® estava nesse ponto. Só precisava parecer estar. Uma empresa em consolidação, base de clientes crescendo e tecnologia sem concorrente real, não precisa de tipografia que grite inovação. Precisa de tipografia que comunique: somos o padrão. A identidade foi construída em cima dessa premissa.
Outubro de 2024. A Verifact® revelou uma identidade completamente nova, construída para comunicar autoridade jurídica, confiabilidade tecnológica e presença institucional ao mesmo tempo.
O lançamento foi planejado junto do evento Fenalaw. Nas redes sociais, um carrossel animado de 36 frames conduzia o público da identidade antiga à nova em progressão cinematográfica. Logo system completo, paleta, tipografia, grid e guidelines documentados num Brand Guidelines de referência.
Um sistema projetado para funcionar em escala — do cartão de visitas ao telão de LED.












Website institucional desenvolvido do zero — copy, SEO, projeto no Blocs, mockups. Tudo feito por uma pessoa, dentro do mesmo sistema visual que estava sendo construído em paralelo.
Mais tarde, o cliente precisou de uma página de vendas mais dinâmica para gerenciar planos, preços e módulos em constante evolução. Projetei no GreatPages, harmonizando header e footer com o site existente. E levei a identidade para os posts do blog via WordPress.
O lançamento virou conteúdo: sete posts sequenciais no Instagram, peças para LinkedIn, cobertura completa do go-live. Não foi apenas um site no ar. Foi uma declaração de posicionamento de uma marca líder.







O produto precisava de uma interface à altura da marca. A plataforma original tinha cinco anos de alterações enxertadas nas telas: informação espremida, hierarquia quebrada, fluxos que confundiam em vez de conduzir. Projetei a versão 2.0 do zero — voltei aos livros, às leis de UX, às boas práticas — e reconstruí cada fluxo por perfil de usuário.
O feedback quando apresentado ao cliente: "Ficou com cara de multinacional.” — Eu havia conseguido colocá-los no caminho certo.










O Plano de Comunicação e Branding veio por último — de propósito. Só faz sentido escrever estratégia depois de conhecer fundo o negócio. 12 meses de imersão foram a pesquisa de campo mais honesta que qualquer briefing poderia substituir. 71 páginas: plataforma de marca, cinco públicos segmentados, USP, posicionamento, estratégia omnichannel.
"No mundo digital, tudo pode ser copiado. Mas nem tudo pode ser provado."
Para o maior congresso jurídico do Brasil, apliquei a experiência dos Feirões Toyota: anos projetando eventos de grande escala me deram a base para transformar a presença da Verifact® numa declaração de posicionamento — em grande formato, diante de juízes, promotores e advogados. O mercado passou a ver a Verifact® com outros olhos. E um olhar de respeito e autoridade. Foi a virada de chave.











Produção contínua dentro do mesmo sistema visual. Série educativa de segurança digital com mais de 17 peças coerentes, carrosséis temáticos, eBooks para advogados e professores, conteúdo de patrocínio de podcast. Pauta estratégica, curadoria e execução — não apenas entrega de artes.
Vídeos educativos, reels institucionais, conteúdo para patrocínio. Da decisão do STJ que não aceita prints de WhatsApp como prova ao rebranding — produção audiovisual que constrói autoridade em formato nativo das redes.
Volume e consistência. Semana após semana, o mesmo sistema. O mesmo tom. As mesmas mensagens. Empresas em fase de consolidação não podem se dar ao luxo de comunicação inconsistente. Cada peça publicada é um voto de confiança que a empresa conquista.
Não era só comunicação fria. Era o laboratório onde a Toyota testava soluções para problemas reais e expandia para o Brasil.
O sistema de identidade testado em papel, plástico e tecido. Cartão com UV local, kit de onboarding, moleskine, sacola, gift card com faca especial, booklet — materiais que provam que a marca funciona em qualquer superfície. Para uma empresa em processo de consolidação, cada ponto de contato físico é uma extensão da governança da marca.
O acabamento é parte do argumento.














